Capítulo 9: A despedida
Saindo do terrenão plano que caracterizava o cume do Alto da Serra, eu continuava acelerando com o um louco pela estradinha que descia até a cidade, a manquinha me acalmou, dizendo “Calma, agora não tem mais perigo, vai mais devagar”, desacelerei, meu coração batia pelo menos 500 vezes por minuto, nunca havia visto nada igual aquilo que acabáramos de presenciar.
Conforme fomos nos distanciando, me acalmei e perguntei pra ela:
Eu: “Pelo amor de Deus, o que era aquilo?”
Ela: “Ai, acho que sei o que é.”
Eu: “VOCÊ SABE O QUE É?”
Ela: “Acho q sim, de vez em quando um grupo de umbanda vem nesse morro, fazer seus cultos pro demônio.”
Eu: “E tinham que cultuar o diabo justo hoje?”
Ela: “É um grupo de magia negra, existe lenda dizendo que eles sacrificam até cavalos em seus cultos”
Eu: “p#@# que pariu, e queriam meu carro.”
Ela: “Ou quem tava dentro dele.”
Olhei pro relógio, 3 horas da manhã, não queria passar mais 10 minutos naquele lugar, eu tinha que ir embora. Ela me disse: “Dorme na minha casa, amanhã vc vai embora à tarde, domingo é legal aqui”, depois de tudo que passei, já não me importava com desculpas esfarrapadas, mandei um: “Não, preciso ir, prometi que ia levar minha mãe na casa da minha avó″. Ela ainda insistiu, mas eu estava irredutível, por fim perguntou, meio que sem graça, sabendo que não havia clima: “Vc me liga?”, eu: “Ligo, pode deixar, tchau.”
E assim, 3 horas da manhã, saí da Serra Negra, rumo à minha casa, aliviado por ter me livrado daquele lugar. Agora éramos apenas eu, meu gol e meus cds de Flash House e Anos 80, não lembrava de já ter me sentido tão feliz em voltar pra casa.
Leia também:
1 Comentário, deixe o seu também! »
RSS feed for comments on this post. TrackBack URI




Hahahahahaha! Sorte que você não chegou a consumar o ato, pois agora estaria no inferno!
Responder
Comment by Eurritimia — 15 de June de 2009 #