Epílogo
No dia seguinte, enquanto eu me revirava na cama, minha mãe entrou no quarto, preocupada e perguntou “Edu, está tudo bem com vc”, respondi com um grunhido inaudível, ela continuou: “Seu pai disse que o carro tá todo ralado, me fala o que aconteceu.”.
A verdade inexorável veio à tona, tudo tinha realmente acontecido, aquelas marcas no carro eram a prova viva de todas as desventuras da noite anterior, eu respondi com grunhidos inaudíveis: “Não foi nada, bati o carro…depois eu levo pra arrumar.”
Na segunda-feira levei o carro no funileiro, um amigo do meu pai, o cara disse que só poderia finalizar o serviço em 2 semanas, porque estava com muito trabalho no momento. Fiquei desolado com o tempo que ficaria sem o carro, então falei para o cara guardá-lo durante todo o período que ele falara, se tivesse espaço na mecânica, pois eu não queria vê-lo daquela forma, ele entendeu meu ponto de vista e guardou o golzinho.
Naquela mesma semana, a manquinha me ligou umas 2 ou 3 vezes, em todas eu pedi pra minha mãe dizer que eu não estava, ela então desistiu e nunca mais tive notícias suas. Para queimar todo e qualquer tipo de arquivo, excluí os emails que trocamos, pois eles eram as únicas evidências do contato que tive com ela.
Agora era esperar o carro ficar pronto e jamais clicar novamente no link “Almas Gêmeas”.
FIM
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Sou de Serra Negra mas moro mais de 15 anos fora de la, reconheci alguns lugares e lembrei de muitas aventuras por la no mesmo estilo da historia ai. A única coisa que posso dizer é que isso tudo é sensassional, porque você terá uma historia pra contar pro resto da sua vida, são alguns momentos de aflição que te darão um temprero na vida. Parabéns, você escreve muito bem. Se fosse eu teria chamado a manquinha pra São Paulo na próxima.
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Comment by Marcelo — 12 de October de 2009 #